sábado, 29 de janeiro de 2011

Sinfonia da Natureza...

Repare os sons! Alguém está caminhando e o som do sapato ao tocar o asfalto faz um barulho. A criança chorando no colo da mãe dá o tom. Os carros buzinam ao passarem velozes uns pelos outros. Os estalos dos beijos apaixonados do casal no ponto de ônibus. A vida é feita de música!!! De sons que se unem e se fazem melodia do nosso cotidiano.

Você já reparou na chuva?
Observe-a.
Linda.
Livre.
Parece um concerto!
Cada gota que cai
Em um lugar diferente
Produz um som.
Aos poucos se faz melodia
Mágica e encantadora.
De ninguém.
Nem pra mim, nem pra você.
De todos nós!
Lava.
Limpa.
Leva as memórias
Guardadas sob guarda-chuvas
Que guardam
Amores e rancores.
Chora baixinho
Alegrias e tristezas
De seu dia-a-dia.
Cai loucamente
Sem pensar na escada para subir.
Se vai
Deixando à vista outra vez
A beleza do sol
Que seca a água
Deixada para traz,
Que aquece o coração
Deixado para traz.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

pensando...criando...recriando

...
escreveu dois versos desordenados

rimou sorrisos e olhares

sua alma gritava através

de suas mãos

que rascunhavam pensamentos

sem pensar...



(continua logo logo...)

sábado, 1 de janeiro de 2011

Eu e minha Amelie

Naquela manhã as nuvens brincavam no céu de serem coisas que elas gostariam de ser. O vento corria veloz e sem direção. Levava consigo as folhas das árvores e juntos passeavam despreocupados pelo mundo. Foi o que  a jovem notou ao se sentar em seu jardim naquele dia.
Era tudo perfeito. A luz estava suave, o perfume das flores mais presente do que outrora e ela tinha fome de vida!
Diferente de suas amigas nuvens, ela estava cansada de brincar de crescer, estava cansada de ser alguém que ela gostaria de ser e não era. Eram tempos difíceis para os sonhadores estes.
Mas no instante em que se sentiu parte daquela cena, vento, perfumes, luz... ela se decidiu.
Ela havia assumido seu papel de heroina e não deixaria mais de ser a protagonista da sua história!!! Para essa Amelie à moda brasileira, o seu limite era sonhar sem ter limites. Sonhar até por quem não queria mais sonhar.
A menina, atualmente na função de mulher, acreditava que para cada momento da vida existia um som diferente, que aos poucos ia montando sua triha sonora. E que a vida era feita de pequenas sutilezas que conseguiam transformá-la em algo único e fascinante.
Para essa jovem a vida era uma caixinha de surpresas, ela pensava que sabia o que tinha dentro mas cada dia vivido era mais uma surpresa, mais uma descoberta, mais um aprendizado.
Sua história podia não ter rimas, mas ela remava por ela, no mar de sonhos e da poesia. E sua fábula era escrita a cada nascer do sol.
Um conto cheio de luz e magia,repleto de palavras, sons. E por entre os dó, ré, mí, fá, sóis, luas, lágrimas e sorrisos, ela ia traçando seu caminho. Onde os versos brincam entre si, e se transformam em tudo aquilo que dizem ser. Onde ela corre atrás de seus sonhos. Onde não deixa de acreditar em si e em todo seu potencial, mesmo que digam o contrário.
Ah Amelie...que nunca deixou de sonhar!Mas deixou de viver nos sonhos, para viver seus sonhos. Seus anseios tinham fome de vida... Agora eles eram reais.