sábado, 6 de agosto de 2011

Um texto efêmero

Ultimamente tenho questionado tantas coisas que as dúvidas já fazem parte do meu cotidiano.


Quando algo não sai como eu queria que saísse, lá vem mais um questionamento. Por que não peguei esse trem? Por que faz tanto frio? Por que tem tanta gente sozinha se tem tanta gente querendo ter alguém?

São tantas perguntas que me faltam palavras para compor as respostas! Certas coisas nem deviam ser questionadas. Fé. Amor. Ódio.

Não há nada mais efêmero que a vida e nada mais certo que a morte.

Chego em casa depois de um dia exaustivo no trabalho. Acendo as luzes, está escuro por aqui. Ligo a televisão que eu não vou assistir só para que ela me faça companhia.

O vazio nunca é tão vazio quanto dizem.

Dispo-me da armadura diária. Coloco o falso sorriso na penteadeira. Tiro a maquiagem dos olhos para ver se enxergo um pouco melhor, mas é tudo sempre tão igual.

Mais um dia passa sem ter o que fazer. O tempo não dá trégua para que eu decida que caminho seguir. Ele passa. Misterioso. Escondendo de mim até mim mesmo.

Abro uma lata de coca cola. Que não bebo. Coloco o pijama. Prendo o cabelo. Olho-me no espelho. A vejo. E não a reconheço. Recoloco o sorriso e começo a dançar sem razão.

O sorriso é meu. Verdadeiro ou falso. Me pertence.

Sou um ser inventado que se reinventa a cada segundo deixado para traz.

Viver é só mais um passo da minha dança.

São tantas danças que a gente precisa dançar. Tentar, testar, fazer, abandonar, partir... até encontrar a graça disso tudo! Às vezes é preciso simplesmente se deixar levar e observar a força de cada coisa que acontece por que tem que acontecer, a gente ta sempre aprendendo, alguém me disse uma vez.

A música não para.

E eu danço. Danço. Danço. Essa dança louca que precisa acontecer. Que tem fome. Sede. A dança efêmera da vida.

domingo, 26 de junho de 2011

domingo, 29 de maio de 2011

Cabe cada um de nós nessa Oração

Realmente como disse o Zeca Camargo em seu blog, “o único defeito que eu consegui detectar: o que me deixou realmente chateado em “Oração” é a sensação de que você perdeu alguma coisa por não participar dela!” È incrível como certas músicas conseguem tocar tão fundo nossas almas! São raras essas, não precisam de muito enfeite, são simples e em sua simplicidade nos presenteiam com imensa beleza e delicadeza.


A jovem cantarolava a delicada oração o tempo todo. Pensava se não iria enjoar algum dia... Tudo era tão igual ultimamente, que o diferente não a incomodava, pelo contrário lhe atraia. Distraída, deve ser muito especial como tantas outras pessoas que por ai vivem, sobrevivem, existem.
Começa devagar, de um jeito simples, doce e feliz, essa oração se tornava um pedacinho de seu caminho... o coração é uma caixinha onde a gente guarda tudo aquilo que a gente precisa, ela pensava.
Viver parece até um sonho às vezes. Brotam coisas de todos os lados o tempo todo. Amigos, amores, tristezas, alegrias, brotam sentimentos que ela nem sabia se queria.
Mais um dia começava, o sol brilhava e refletia sua luz sobre os textos espalhados pelo chão de seu quarto, a Oração lhe inspirava. Já não cantava sozinha este mantra da celebração. Ouvia pessoas em todos os lugares a recitar os versos. Era como atos de uma peça que aconteciam em diferentes lugares e tempos. Incrível.
E ela segue na balada da contramão, não tem mais como voltar. No coração desta boa pessoa nasceu uma canção para não voltar em tom maior. Uma canção que todos hão de ouvir e comentar, e vão saber de cor!!! Uma canção que levasse embora a tristeza da bailarina torta, uma Oração que fizesse os garotos de aluguel não se preocuparem com as contas no fim do mês. Versos para Nunca serem esquecidos. Uma canção, segundo Zeca Camargo, que você está docemente condenado a ouvir pela eternidade!

E a vida sem graça, o dia sem sol, passaram, criaram vida e acendeu-se um farol depois daquela Oração.





 
 

sábado, 16 de abril de 2011

O prazer de ser PROFESSORA

Ontem eu vim conversando com a Erikinha na lotação, comendo um biscoito de polvilho para enganar a fome. Ela bebendo coca-cola para matar a sede e eu bebendo água para afogar as dúvidas e medos. Começamos, por algum motivo, à falar da minha profissão. Na verdade a falar da coisas que ela me fazia sentir. E comecei a questionar minha escolha profissional. Pensei em desistir. Em mudar.De repente me peguei falando dos alunos, dos carinhos, dos risos, dos choros, dos apertos...e no final cheguei a uma conclusão muito básica. "Eu amo o que eu faço" Apesar dos apertos, das falhas, da desvalorização frente a sociedade, de tudo, eu não ligo, realmente amo dar aula, ser PROFESSORA!!! Trabalhar com crianças, estar rodeada de pessoas que assim como eu acreditam que educação é fundamental para uma sociedade melhor ^^ É o que eu sei fazer, o que eu amo fazer e tenho certeza que faço bem e com carinho! Não consigo aceitar um profissional que trabalhe na área da educação e não goste do que faça. Que não seja sincero em suas palavras e atitudes. Trabalhar com crianças é mágico! É ter a cada dia uma história pra contar, um lugar para conhecer, um sorriso pra receber, um abraço pra confortar. Cada vez que vejo o sorriso do Fê ao descer para pegá-lo no portão, meu dia ganha um brilho diferente. Cada palavra aprendida, cada segredo desvendado, cada brilho no olhar por descobrir algo novo...é tanta coisa que eu sinto e não sei como explicar com palavras o quanto isso me faz bem!!! E como dizem por ai: Se aprende muito mais...ensinando!


Bom final de semana queridos e queridas.

Um texto que eu achei legal...e vale a pena ler:

Ensinar é aprender, não é transmitir conhecimentos



Ivone Boechat

Ensinar é aprender. Ensinar não é transmitir conhecimentos. O educador não tem o vírus da sabedoria. Ele orienta a aprendizagem, ajuda a formular conceitos, a despertar as poten...cialidades inatas dos indivíduos para que se forme um consenso em torno de verdades e eles próprios encontrem as suas opções.
A etimologia revela que o substantivo aprendizagem deriva do latim "apprehendere", que significa apanhar, apropriar, adquirir conhecimento. O verbo aprender deriva de preensão, do latim "prehensio-onis", que designa o ato de segurar, agarrar e apanhar, prender, fazer entrar, apossar-se de.
Ensinar: palavra latina insignīre, quer dizer "marcar, distinguir, assinalar". É a mesma origem de "signo", de "significado". A principal meta da educação se processa em torno da auto-realização. Logo, ela propõe a reformulação constante de diretrizes obscuras para alcance dos objetivos, comprometidos com a valorização da vida. A educação carimba a sociedade que deseja ter !
O professor, como agente de comunicação, transformou-se num dos mais pobres recursos e dos mais ricos. Quando se imagina dono da verdade, rei do currículo, imperador do pedaço, mendiga e se frustra. Quando se apresenta cheio de humildade, de compreensão e vontade de aprender, resplandece e brilha!
Os estudantes estão abastecidos por uma carga de informações cuja capacidade de assimilação nem comporta. O ser humano tem potência de semi-deus, com emoções de um mortal. O avanço da era espacial em que vive tornou o homem angustiado pela consciência de sua fragilidade para absorver e superar os desafios à sua volta. É mister que se reestruture o conceito de Escola ou se reconheça a sua derrota. Os que nela atuam não podem continuar a caminhar distantes da realidade, em marcha lenta, porque assim, estão concorrendo para o fracasso.
Repetindo uma expressão muito antiga, “a Escola não sabe a força que ela tem.” Deve-se abolir, de imediato, a cultura do supérfluo, selecionando conteúdos mais significantes e atuais. Não se pode contribuir para que o desinteresse se instale e, conseqüentemente, esvazie o espaço da aprendizagem permanente. O educador deve se preparar para estar apto perante a onipotência da máquina, e não se assustar com a sua eficiência. Estar sempre atento aos transbordamentos da ciência e não se embrutecer na resposta.
De que valem as "reformas" educacionais, se mudanças radicais não ocorrem? Elas passam, os problemas maiores continuam, gerações se substituem e, no universo de perguntas não respondidas, resultados positivos não se operam, muitas vezes. Os enlatados culturais intoxicam como os outros, se transformam em "pacotes culturais" e saem por aí, empacotando a sensibilidade, a criatividade, que tanto contaminam a educação.
Um exemplo? Entende-se barulho como música! Poesia como cafonice, família como utopia, Pátria como sucata. Quem ama educa, educar é educar-se a cada dia, sem a pretensão de preparar para a vida. O poder de adivinhar o futuro o educador não o possui. Ele orienta, para que, em situações imprevisíveis, se processem alternativas. Educar não é ensinar, é aprender.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Me falta inspiração...

Me desculpem pela ausência, mas ando sem muita inspiração =(
Ando pensando em como resolver equações das quais não tenho os fatores, problemas bobos que para mim são enormes. Ai ai ai o que se fazer quando o coração pede uma coisa mas a mente pede outra,hein???
Alguém pode me dar uma resposta aceitável? Acho que não...
Continuo escrevendo. Não como antes. Não na quantidade de antes. Acho que o amor me deixou sem inspiração, roubou meus pensamentos e versos, que hoje só repetem uma palavra...o seu nome.
O nome que guardo em segredo por medo se ser a mulher que eu gostaria de ser. O nome que calo em meus lábios por medo de parecer boba.
Enfim, estou tetando buscar novas fontes de inspiração que não seja um sorriso daquele rosto, que não seja os olhares que me lança, que não seja o som de suas palavras... talvez eu consiga... talvez não...

Para ler ouvindo...
essa gúria manda muito bem!!!

sábado, 5 de março de 2011

Poesia x Mulher

A poesia se vestiu de mulher,
escreveu dois versos desordenados
e rimou sorrisos e olhares.
Sua alma gritava
através de suas mãos
que rascunhavam pensamentos
sem pensar.

Tranca lembranças
nas gavetas de suas linhas,
menti verdades
com medo de parecer boba,
toca o céu
sem tirar sua palavras
do papel.

Um por quê ambulante
de fases
e inconstante.
Livre para interpretações,
diz o que não quer
e o que quer
meio assim sem querer.

Esconde-esconde
Pega-Pega
Fingi foge fica
Brinca de dizer
que queria ser
o que não é,
mas que pode ser
se quiser.

Faz-se história,
prosa,
poesia entre estrofes
de versos faceiros,
a enfeitar à página
outrora branca e solitária.

Vale a pena ouvir de novo...e de novo...e de novo...


Viciei nessa música tão sensível da Ju Fiorezi e do Fabio Raesh, integrantes da banda Eu, você e Maria.
Podem ouvir...vc´s vão amar,o som é lindo!!!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Nada mudou

Dentro do meu mundo
eu guardo as coisas
que queria te mostrar

Te descrevo em meus versos
crio histórias
pra te encontrar

São tantos sonhos
armadilhas que me cercam
tantas palavras
pra pouca conversa

Já cortei meus cabelos
mudei sua cor
joguei as velhas cartas
o verão passou
mas nada mudou
Mudei minhas roupas
a cor do batom
e escrevi mil contos
o inverno chegou
nada mudou
o amor ficou

E foi assim
foi de repente
você surgiu em meu caminho
tomou conta da minha mente

Me fez tocar o céu
sem tirar meus pés do chão
de um jeito inesperado
meus olhos sorriram para os seus

Já cortei meu cabelo
mudei sua cor
joguei as velhas cartas
o verão chegou
mas nada mudou
Mudei minhas roupas
a cor do batom
e escrevi mil contos
o inverno passou
nada mudou

Quem sabe eu esqueça
talvez enlouqueça
por te ter em meus sonhos
e não no meu abraço

se você soubesse....

Não deixo de sonhar

Mais uma vez
a mesma caminhada
fecho os meus olhos
já conheço essa estrada.
Às vezes sinto
que perdi o rumo
talvez mais uma
ilusão desfeita.

Palavras são caladas
se vão com o vento
o sentimento
se cala
com o tempo.
Não sei mais nada
sobre mim
perdi meu manual.

As minhas asas
cansadas de bater
e os meus gritos
parecendo sussurros.
Estrelas me seguem
cobrem o meu rastro
minhas pegadas somem
como uma estrela cadente.

O tempo passa
ando ao som do TIC TAC
tictaqueando na minha cabeça.
Mais uma vez
me deixo me levar
e outro sonho
nasce em seu lugar.

Outra vez
junto meus pedaços,
esperança é mais forte
do que eu.
E de mãos dadas
coragem e medo seguem
por ai
caminham ao meu lado
são metades
que se completam
dentro de mim.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Sinfonia da Natureza...

Repare os sons! Alguém está caminhando e o som do sapato ao tocar o asfalto faz um barulho. A criança chorando no colo da mãe dá o tom. Os carros buzinam ao passarem velozes uns pelos outros. Os estalos dos beijos apaixonados do casal no ponto de ônibus. A vida é feita de música!!! De sons que se unem e se fazem melodia do nosso cotidiano.

Você já reparou na chuva?
Observe-a.
Linda.
Livre.
Parece um concerto!
Cada gota que cai
Em um lugar diferente
Produz um som.
Aos poucos se faz melodia
Mágica e encantadora.
De ninguém.
Nem pra mim, nem pra você.
De todos nós!
Lava.
Limpa.
Leva as memórias
Guardadas sob guarda-chuvas
Que guardam
Amores e rancores.
Chora baixinho
Alegrias e tristezas
De seu dia-a-dia.
Cai loucamente
Sem pensar na escada para subir.
Se vai
Deixando à vista outra vez
A beleza do sol
Que seca a água
Deixada para traz,
Que aquece o coração
Deixado para traz.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

pensando...criando...recriando

...
escreveu dois versos desordenados

rimou sorrisos e olhares

sua alma gritava através

de suas mãos

que rascunhavam pensamentos

sem pensar...



(continua logo logo...)

sábado, 1 de janeiro de 2011

Eu e minha Amelie

Naquela manhã as nuvens brincavam no céu de serem coisas que elas gostariam de ser. O vento corria veloz e sem direção. Levava consigo as folhas das árvores e juntos passeavam despreocupados pelo mundo. Foi o que  a jovem notou ao se sentar em seu jardim naquele dia.
Era tudo perfeito. A luz estava suave, o perfume das flores mais presente do que outrora e ela tinha fome de vida!
Diferente de suas amigas nuvens, ela estava cansada de brincar de crescer, estava cansada de ser alguém que ela gostaria de ser e não era. Eram tempos difíceis para os sonhadores estes.
Mas no instante em que se sentiu parte daquela cena, vento, perfumes, luz... ela se decidiu.
Ela havia assumido seu papel de heroina e não deixaria mais de ser a protagonista da sua história!!! Para essa Amelie à moda brasileira, o seu limite era sonhar sem ter limites. Sonhar até por quem não queria mais sonhar.
A menina, atualmente na função de mulher, acreditava que para cada momento da vida existia um som diferente, que aos poucos ia montando sua triha sonora. E que a vida era feita de pequenas sutilezas que conseguiam transformá-la em algo único e fascinante.
Para essa jovem a vida era uma caixinha de surpresas, ela pensava que sabia o que tinha dentro mas cada dia vivido era mais uma surpresa, mais uma descoberta, mais um aprendizado.
Sua história podia não ter rimas, mas ela remava por ela, no mar de sonhos e da poesia. E sua fábula era escrita a cada nascer do sol.
Um conto cheio de luz e magia,repleto de palavras, sons. E por entre os dó, ré, mí, fá, sóis, luas, lágrimas e sorrisos, ela ia traçando seu caminho. Onde os versos brincam entre si, e se transformam em tudo aquilo que dizem ser. Onde ela corre atrás de seus sonhos. Onde não deixa de acreditar em si e em todo seu potencial, mesmo que digam o contrário.
Ah Amelie...que nunca deixou de sonhar!Mas deixou de viver nos sonhos, para viver seus sonhos. Seus anseios tinham fome de vida... Agora eles eram reais.