
Era uma noite qualquer, de um dia qualquer, de um mês qualquer, onde qualquer coisa poderia ou não acontecer. Chovia. As gotas de água caiam e levavam com ela as horas, os pensamentos, alguns desejos, lembranças guardas para serem usadas sabe se lá quando.
O lugar ainda estava longe, a vontade de que chegasse logo ia se perdendo por entre o medo do que iria ser encontrado. Sensações corriam pelo corpo, diferentes, juntas, embaralhadas, sem direção.
A menina das duvidas dava passagem para a mulher de coragem. Afinal, ir ao encontro de um desconhecido em plena noite paulistana não lhe parecia nada fora do normal. Não para ela que estava disposta a quebrar alguns dos milhares de muros que havia construído para se proteger do que ela considerava nocivo aos seus sentimentos.
Sua vontade era de escalar, de subir pelas paredes do muro e ver o que havia do outro lado. Subiu. Passo atrás de passo. Lentamente foi levantando sua cabeça. Lá estava...
Era difícil de enxergar algo, as sombras lhe deixava com a visão embaçada. Mas ela insistiu. Estava cansada de deixar as oportunidades escaparem por entre seus dedos, diante de seus olhos sem se mover, sem tomar sequer uma atitude.
Seguiu em frente apesar da timidez momentânea diante de situações novas em sua vida. Olhou timidamente para o rapaz que a esperava em frente ao velho teatro na rua da Consolação. Consolo... talvez fosse o que ela buscasse naquele momento. Palavras amigas, boa conversa, boa companhia, um abraço quem sabe, ela adora abraços apertados, pois a faz sentir-se segura.
Dinheiro. Ingresso. Espera. Conversa. Risos tímidos e olhares que se encontravam e se perdiam por entre as poucas pessoas que também aguardavam o espetáculo. Sem saber que o mesmo já havia começado há tempos. Desde que a menina mulher, o rapaz, e cada um presente naquele lugar deu seu primeiro suspiro ao nascer.
O espetáculo da vida. Do qual às vezes tentamos fugir, reescrever, apagar, deletar, salvar, se salvar. A noite seguiu, a peça começou. O publico aplaudiu, a menina adorou, o rapaz disse que também gostou. Se perdem, se encontram, seguem o caminho. Carros, ruas, faróis que iluminam cada curva feita.
Próxima parada estação de metro terminal Barra Funda. Despedida sem jeito, a volta dos olhares tímidos, a incerteza do que se quer, do que fazer. A menina sai do carro, mas a mulher volta decida pelas duas. Um beijo.
Fim de mais um ato do meu espetáculo.
O lugar ainda estava longe, a vontade de que chegasse logo ia se perdendo por entre o medo do que iria ser encontrado. Sensações corriam pelo corpo, diferentes, juntas, embaralhadas, sem direção.
A menina das duvidas dava passagem para a mulher de coragem. Afinal, ir ao encontro de um desconhecido em plena noite paulistana não lhe parecia nada fora do normal. Não para ela que estava disposta a quebrar alguns dos milhares de muros que havia construído para se proteger do que ela considerava nocivo aos seus sentimentos.
Sua vontade era de escalar, de subir pelas paredes do muro e ver o que havia do outro lado. Subiu. Passo atrás de passo. Lentamente foi levantando sua cabeça. Lá estava...
Era difícil de enxergar algo, as sombras lhe deixava com a visão embaçada. Mas ela insistiu. Estava cansada de deixar as oportunidades escaparem por entre seus dedos, diante de seus olhos sem se mover, sem tomar sequer uma atitude.
Seguiu em frente apesar da timidez momentânea diante de situações novas em sua vida. Olhou timidamente para o rapaz que a esperava em frente ao velho teatro na rua da Consolação. Consolo... talvez fosse o que ela buscasse naquele momento. Palavras amigas, boa conversa, boa companhia, um abraço quem sabe, ela adora abraços apertados, pois a faz sentir-se segura.
Dinheiro. Ingresso. Espera. Conversa. Risos tímidos e olhares que se encontravam e se perdiam por entre as poucas pessoas que também aguardavam o espetáculo. Sem saber que o mesmo já havia começado há tempos. Desde que a menina mulher, o rapaz, e cada um presente naquele lugar deu seu primeiro suspiro ao nascer.
O espetáculo da vida. Do qual às vezes tentamos fugir, reescrever, apagar, deletar, salvar, se salvar. A noite seguiu, a peça começou. O publico aplaudiu, a menina adorou, o rapaz disse que também gostou. Se perdem, se encontram, seguem o caminho. Carros, ruas, faróis que iluminam cada curva feita.
Próxima parada estação de metro terminal Barra Funda. Despedida sem jeito, a volta dos olhares tímidos, a incerteza do que se quer, do que fazer. A menina sai do carro, mas a mulher volta decida pelas duas. Um beijo.
Fim de mais um ato do meu espetáculo.

