terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Casos e acasos nesse algo chamado amor...

“- Já pensou que isso de amor verdadeiro é uma conspiração?
- Conspiração???
- Uma conspiração capitalista. Uma mentira criada pela industria cinematográfica, publicitária e da música. Todos forçando esse conceito que nem existe!!!
- Amor verdadeiro não existe?!?!
- Pense bem... onde vemos isso a não ser nas músicas, livros e filmes? Quem pode honestamente dizer “sempre amarei você”?
- Whitney Houston?
- Sob efeito de crack! (risos) A questão é que as pessoas são infelizes por que buscam algo que não existe ou por que acham que se contentaram com menos.
- Não sou infeliz e acredito em amor verdadeiro.
- Eu disse que os filmes destruíram minha capacidade de amar...(suspiro)”


Nós vemos aquilo que queremos ver. Talvez tenhamos tanto medo de amar que fingimos não ver o amor quando este bate a nossa porta. É como se quiséssemos nos defender sem saber do quê.
Quem sabe essas coisas aconteçam por que a vida não é um filme de amor? Ou quem sabe elas aconteçam por que agimos como se estivéssemos em um lindo romance? Ás vezes procuramos o amor nos lugares errados, como em nossa imaginação.
Acho que para alguma coisa acontecer, devemos acreditar muito neste algo.
Talvez o amor verdadeiro seja algo que deva ser construído aos poucos, e não algo que encontremos em uma balada! Acredito que não devemos parar de sonhar nunca, mas também acho que devemos parar de viver como se estivéssemos em um filme, onde tudo termina comum “happy end”.
Não quero ficar idealizando algo que não existe ao invés de procurá-lo, se eu inventasse menos teria mais tempo para buscá-lo. Meus sonhos viram uma espécie de mundo imaginário, do qual eu preciso fugir para poder encontrar aquilo que for melhor para mim.
Demora um pouco para nós percebemos que o amor não é como uma chuva, que pode cair a qualquer momento em qualquer lugar, às vezes ele depende apenas de uma ação nossa, de uma escolha. Talvez esse amor eterno e verdadeiro que todos buscam, seja apenas uma escolha, do tipo... escolher correr o risco de tentar sem saber se aquela pessoa será a pessoa certa, a pessoa com quem você passara o resto da sua vida. Você pode optar por tentar deixar ela ser. As coisas não são simples assim, eu sei... mas nós as complicamos muito mais às vezes. É difícil se entregar a alguém sem se preocupar com o futuro, mas quem sabe optar por dar sem receber nada em troca ou ferir, seja um dos passo que devemos arriscar dar. Quem sabe o amor não seja aquela coisa que aconteça quando menos esperamos, aquela coisa que nos faz tremer, suar, querer fugir e querer ficar ao mesmo tempo, talvez ele seja apenas mais uma das escolhas que tanto temos que fazer ao longo da nossa caminhada pela vida.
Quando se vive tanto tempo de devaneios, de fantasias que parecem ocupar um lugar que na verdade não ocupam...é complicado por um ponto final a isso e começar tudo de novo, do zero. Mas creio que devemos colocar esses devaneios em seu lugar, na nossa mente, e devemos aprender que tudo na vida nos dá opções. Seguir em frente ou fugir, lutar ou desistir, acreditar ou perder a fé, amar ou não amar.
Se apaixonar, amar alguém, deve ser uma espécie de processo onde os envolvidos estejam dispostos a tentar, arriscar tentar algo novo e não algo que acontece em um encontro ao acaso. Eu queria saber a verdade sobre esse tal amor eterno, “às vezes as verdades se misturam com as mentiras”, e é como se eles fossem apenas um, por um instante. Tudo verdade, tudo mentira. Somente uma coisa.
Às vezes o amor pode ser mais complicado e insatisfatório do que realmente esperávamos que ele fosse, mas não podemos deixar de vive-lo... pelo menos uma vez na vida!

Nenhum comentário: