segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Pensar é criar... escrever é registrar uma criação!

Eu escrevo há tanto tempo que já nem me lembro como, quando ou porquê o comecei a fazer.
São textos compridos, curtos, com idéias desordenadas, com rimas desafinadas, onde expresso ( ou tento ) tudo aquilo que está dentro de mim. São longas conversas comigo mesma, diálogos que parecem não ter fim e tentam me fazer ver coisas que eu insisto em não ver, é uma viagem de autoconhecimento.
Às vezes acordo no meio da noite e ainda embriagada pelo sono, busco pelo velho caderno que deixo sempre ao lado, na cabeceira da cama. A caneta está dentro dele, me esperando. Minha cúmplice silenciosa...
E meio que hipnotizada começo a rascunhar meus versos outrora adormecidos. Não consigo evitar. Eles surgem um atrás do outro, e em minha imaturidade me pego cuspindo palavras aparentemente fora de ordem, sem sentido, até meio inconvenientes.
É incrível como a coceira na palma de minha mão me acorda a cada noite, os versos resolvem aparecer nos horários mais insanos... será que eles não têm relogio em casa???
Palavras escritas são, para mim, como fotografias do que falamos,pensamos,imaginamos. Ao escrever, coloco no papel aquilo que eu sinto. Uma fotografia dos meus sentimentos. Mostro a todos com palavras meus medos, angustias, sonhos, desejos... Não sou Clarice, mas falo por escrito, me sinto melhor assim. Mania de brincar de esconde-esconde com as palavras, que às vezes não dizem o que eu gostaria que dissessem. Quando escrevo, tento fotografar momentos. Bons, maus, os que me formam e me permitem ser o que sou, como sou. Eu gosto de ser! Por que na vida nada se perde, se transforma... até mesmo as fotografias dos nossos sentimentos.

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