A poesia se vestiu de mulher,
escreveu dois versos desordenados
e rimou sorrisos e olhares.
Sua alma gritava
através de suas mãos
que rascunhavam pensamentos
sem pensar.
Tranca lembranças
nas gavetas de suas linhas,
menti verdades
com medo de parecer boba,
toca o céu
sem tirar sua palavras
do papel.
Um por quê ambulante
de fases
e inconstante.
Livre para interpretações,
diz o que não quer
e o que quer
meio assim sem querer.
Esconde-esconde
Pega-Pega
Fingi foge fica
Brinca de dizer
que queria ser
o que não é,
mas que pode ser
se quiser.
Faz-se história,
prosa,
poesia entre estrofes
de versos faceiros,
a enfeitar à página
outrora branca e solitária.
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